Manolos Funk e outros independentes!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Parabéns Dona Neca! Hoje é seu dia! :)))



Texto: Tchululu
Foto: centroliterariopiracicaba-clip.blogspot.com

Hoje é aniversário da Dona Neca, minha mãe. Esta senhora/moça de 55 anos de idade é uma das pessoas mais divertidas que conheço. Mas diga-se de passagem, ela não parece uma mãe convencional. Não existe mimo, aquela preocupação sobre as horas para chegar em casa, palpites sobre o tipo perfeito de nora desejada. É uma mãe do jeito dela.

As vezes é turrona e de pouco contato. Acha tudo frescura e gosta da moda masculina porque tudo é mais simples. Detesta mulher de salto e cozinha, mas adora esporte. Aliás, vive dando uma corridinha básica na lagoa da Pampulha. É uma mulher guerreira também. Trabalhou durante 15 anos de segunda a segunda em horário de shopping até conquistar o sonho de ter a loja em casa com horário mais flexível.

Ela também ela é incrível para deixar a gente em situações constrangedoras. Sua grande especialidade! kakka Certa vez, ele tingiu o pano de chão do banheiro de azul. Estava na casa minha prima e alguma amigas e todas ficaram com o pé azul porque o pano não havia secado direito! Foram horas de riso.

Outra situação inusitada foi o episódio do cão de rua na casa do meu amigo banana. Foi um dia digno de “Trapalhões”. Primeiro minha irmã corre atrás de um cachorro que ela julgava ser o Dib, nosso cão. Ela conseguiu trazer o cachorro no colo sem perceber que não se tratava dele, já que o Dib não havia fugido. O “Espluft”, nome provisório que dei, se apegou tanto a minha mãe que não queria largar dela. Aí rolou a estratégia da volta no quarteirão.

O cachorro seguia atrás de minha mãe quando ela viu a casa do banana e pensou. “O banana tem 10 gatos, 5 cachorros, 3 periquitos e 11 pacas não deve se importar com mais um cachorro. Simplesmente jogou o cachorro na casa do banana na cara de pau. O pior foi ela contando para o próprio banana depois. A pobre Cristina, mãe do Rafael, gastou uma grana no veterinário para cuidar do bicho e minha cara foi lá no chão! Akkakakk

Minha mãe é doida pra me casar rápido. Eu em contrapartida, digo: “Casar é o caralho vou é ficar com você. Um super 40 dentro de casa”. Ela fica puta. Outra prática muito constante é bulinar minha mãe. Dou tapa na bunda, pulo em cima, aperto e fico passando os dedos nela. Ela se irrita com meus dedos mágicos! Quanto mais ela fica irritada mais eu faço!

Dona Neca tem o sonho de ter uma casa na praia para cuidar dos Netos e tem jargões próprios. “A nivel de futuro”, “Este tem cara de machochô” são alguns, dentre outros que faço questão de imitar antes mesmo dela usar. Ela fica “Vou passar sangue na sua cara se não parar de me imitar” kkkkkkkk

Pois é! Daria para escrever um livro com tantas histórias. A gente aqui em casa não é muito de dizer, “Eu te amo”, estas coisas, mas ela sabe o quando agradeço a Deus por estar em minha vida. Agradeço por apoiar meu sonho de ser músico e por dar liberdade de ser feliz da minha maneira. Obrigado mãe! PARABÉNS!

terça-feira, 22 de março de 2011



texto: Tchululu
Foto: Arquivo pessoal (Show na Uni BH)

Os Manolos Funk voltam a Juiz de fora pela terceira vez. Desta vez vamos tocar no Grito Rock ao lado de bandas como Móveis Coloniais de Acaju e Silva Soul. É engraçado ver como anos passam e realmente a banda deu passos importantes desde a última apresentação na cidade.

Vou contar para vocês sobre nossas duas passagens em Juiz de Fora, a cidade mais carioca de Minas Gerais. Falo de antemão que não é pejorativo, já que curto demais o Rio de Janeiro e acho natural a influência pela proximidade.

Em 2006, logo mais de um ano de banda, nos inscrevemos em um festival naquela escola “Pro Música” no Centro de Juiz de Fora. Naquela época, ainda tocávamos com o primeiro guitarrista, Thiago Neves, e mesclávamos nosso repertório com vários covers. Era aquele festival tipo: “Ganha o melhor! Os críticos analisam e público ajuda decidir”, coisa que acho desprezível hoje. Incentivar este tipo de concorrência é uma maneira de criar uma rivalidade desnecessária. Mas enfim, toda experiência musical é válida, ainda mais no começo de banda.

O mais engraçado é que saímos duas vezes de BH e fomos tocar 2 músicas senhores. Putz viajar 4 horas para tocar 2 músicas é no mínimo “fomeagem”, não é? Faz parte!

Na primeira vez, chegamos lá e vimos aquelas milhões de bandas. Parecia uma peneirada de futebol. Cada uma carregando suas tralhas de instrumentos e ferragens.
Não me lembro a ordem das bandas, mas me recordo de esperar algumas horas para tocar e ter de entrar no palco para arrumar as coisas em 10 minutos. Que Desespero dá Pó***! Frases como “Anda! Ta na hora! Estão atrasados! Serão penalizados!” foram ecoadas pela produção no meio do caos.

É impressionante o conceito destes festivais. Lotam um teatro (única parte boa), faz os meninos venderem os ingressos, colocam 300 bandas que parecem leões de arena querendo comer uns aos outros e exigem que você faça as coisas em tempo record para não atrasar o evento. Realmente os músicos são muito desrespeitados.

Lembro de tocar na primeira vez um cachorro morto, “Bulls on Parede”, do Rage Against The Machine seguido de Universo Fashion. É claro, que o som no palco estava um lixo, nem precisa explicar porque, mas as pessoas curtiram o show. No geral as bandas não eram muito boas, mas tinham sim, algumas com bastante potencial. Não sei se ainda existem.

Passamos para a fase final. Voltamos a Juiz de Fora com a idéia de chutar o balde. O regulamento mandava 1 cover + 1 própria. Tocamos “A queda e “Universo Fashion” sem dó nem piedade. O público curtiu de novo. Nós éramos muito caóticos! Akkakak Mais uma vez demoramos para tocar o que gerou um stress foda na viagem de volta. O Thiago brincou de fórmula 1 na estrada e quase partiu os instrumentos no porta malas ao passar em um quebra mola com uma velocidade alta. O Marcelo ficou puto pra caralho!

Enfim, moral da história festival competitivo de cú é rola! kkkk Ganhamos uns prêmios individuais lá, mas pelo conceito do festival acho que nem vale a pena divulgar.

O bacana vai ser voltar a Juiz de Fora no Grito Rock com uma condição de trabalho muito melhor. Ter uma estrutura bacana de som e poder passar o som são coisas mínimas que todo evento tem que ter e desde já agradeço o coletivo “Sem Paredes” por ter esta sensibilidade! As bandas devem idealizar isso sempre, não podem ser omissas neste sentido! Fodas se vão te chamar de mítido, estrelinha e o escambal. Se você encara música como profissão tem que cuidar do seu trabalho mesmo. Isso não é ser mítido é ser profissional. É a melhor maneira de você valorizar o próprio evento que o cara produziu!

Grande abraço Galera!