Manolos Funk e outros independentes!

segunda-feira, 4 de abril de 2011



foto: Por Olho de Peixe Fotografia - Marina Costa e Eliane Gomes
texto: Tchululu

Os Manolos Funk já possuem uma experiência na estrada, mas tem viagens que sempre surpreendem, não é? Semana passada participamos do Grito Rock em Juiz de fora e foi um dia que me deu muito orgulho de ser músico.

Como todo mundo sabe, somos uma banda autoral. E toda as escolhas tem seu ônus e seu bônus. O bônus é ter liberdade para fazer as coisas do jeito que quiser. Ou seja, ser artista mesmo e não ficar a sombra de qualquer banda que seja. O ônus é a dificuldade de gerar sustentabilidade e conseguir situações profissionais que dê o retorno do seu investimento. E esta foi a grande questão. O Cultural Bar, local onde foi realizado o Grito Rock em JF, deu uma mostra muito bacana de como deve ser a relação profissional entre artistas e casa. Em Primeiro lugar, temos que valorizar o trabalho do coletivo "Sem Paredes" que articulou o contato e fez com que a casa apostasse no evento. Muito bacana mesmo. Parabéns a Virgínia e a galera do coletivo.

Em primeiro lugar vou falar da estrutura. A casa é realmente muito bonita e bem estruturada. Me lembra de certa maneira o Estúdio Bar, só que maior e com qualidade de som ainda mais bacana. E olha que o Estúdio Bar pra mim é uma das casas de show mais bacana de Belo Horizonte. Chegamos lá assinamos o contrato. E isso foi uma coisa oferecida pela casa, já que todo artista tem direitos e deveres. Muito legal. O atendimento também foi fora do comum. Na passagem de som, o técnico mostrou-se sempre paciente e cuidadoso. Até gravou o som e jogou nas P.As para mostrar como estava o som na casa. É raro este tipo de coisa. Depois a casa ainda nos ofereceu um jantar e pensaram até nos meninos que são vegetarianos.

Depois da passagem fomos ao Hotel para descansar nossa beleza. Que é muita, diga-se de passagem! kkkkk! As condições foram as melhores possíveis. Tudo do bom e do melhor mesmo. Muito bacana. Pena que deu pra aproveitar pouco, pois chegamos em cima da hora.

Tinha tudo para ser um grande show como foi mesmo. Foi nossa primeira apresentação com os "Cabeções" e gerou uma repercussão muito legal. Confesso que foi uma experiência meio instigante cantar com aquele "quadrado" na cabeça, mas foi muito doido. A gente fica até mais desinibido. O bacana é que a casa ficou muito cheia e ficamos muito felizes com a maneira como o público nos recebeu. Eu falo isso, por que o Móveis Coloniais já tem seu público e o o Silva Soul é uma banda de lá e também tem seus admiradores, além de mesclar o repertório com covers. Fomos o elemento "surpresa" e a resposta foi a melhor possível. Ou seja, dá para apostar em banda autoral sim. Claro, que hoje nos sentimos preparados para viver estas situações porque temos história de muito trabalho e suor. E aliás ele é contínuo. Tem muita coisa ainda a se fazer.

Um agradecimento especial ao coletivo Sem Paredes pela produção e ao coletivo 77, de Barbacena, que prestigiaram o evento. A noite nunca é a mesma sem vocês! É a grande mostra que o Circuito Fora do Eixo está cada vez mais profissional, sempre buscando melhorar as condições de trabalho para os músicos que escolheram a arte como profissão. E vale a dica também! Músicos independentes do meu Brasil busquem ser profissionais para exigirem profissionalismo. Sejam sempre solução e nunca repetição problema! Este "mantra" tá batido! Esta é a dica! Acho que é válido dizer isso! :)

Abraços!

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