Manolos Funk e outros independentes!

terça-feira, 26 de abril de 2011

"Jon Bonjoveísmo" e a convivência entre os músicos!



Texto: Tchululu
Foto: Revista Rolling Stones
Obs: Fiz questão de colocar a foto mais poser possível

Ontem estava vendo um especial da banda Bon Jovi na televisão e eles falavam sobre a convivência entre eles nestes 20 poucos anos de carreira. É muito bacana como as relações humanas em grupos são iguais independente do status atingido. Em bandas isso interfere ainda mais porque ,na maioria das vezes, a relação profissional está praticamente ligada as relações pessoais. As dificuldades aumentam porque é difícil tirar "férias" dos outros quando os músicos convivem o tempo inteiro em turnês gigantescas, possuem compromissos intermináveis e muitas vezes aproveitam o "tempo livre" estando juntos. Como o próprio Rick Sambora, guitarrista do Bon Jovi, afirma: "É como se fosse um casamento, mas sem sexo. Não é exatamente uma família. É uma relação diferente"

Sobre o Bon Jovi achei intrigante uma coisa. Lá nada funciona da maneira democrática. É um "Jon Bon joveismo" escancarado mas que hoje todos conseguem conviver com isso. O vocalista determina tudo e precisa dos músicos para conduzir os pensamentos. David Bryan, tecladista, disse que no começo eles compraram a ideia de ter uma banda nos moldes do Jon Bon jovi. Como foi uma fórmula certeira eles acreditam que é assim de tem de ser. É engraçado como eles creditam o sucesso da carreira ao vocalista mesmo. Richie Sambora até afirma que uma das funções era deixar o Jon Bon Jovi "feliz". Era uma maneira de deixar o ambiente sempre em paz e harmonioso. Estas atitudes, claro, acabaram sufocando todo mundo e eles chegaram a ter psicólogo. Durante este percusso, problemas com bebidas e crises familiares associadas ao stress diário e de um "absolutista", quase acabaram com a banda.

O bacana que hoje os caras conseguem ver este processo de maneira mais clara. Todos possuem seus projetos paralelos e são incentivados a isso. É uma maneira de manter a saúde mental de todos. Acredito também que o projeto musical tornou a "galinha dos ovos de ouro" para todo mundo. O Chefe ganha muito bem e os empregados ganham o suficiente para estarem muito bem também. kkkkkkkkkk


Nos Manolos Funk, as proporções são menores, óbvio, mas também temos nossos desafios de convivência e por mais que todo mundo ache nem sempre é fácil. Todos nós conhecemos as qualidades e defeitos dos outros e muitas vezes nos tornamos até intolerantes. Além disso, existem as diferenças pessoais. Cada um possuiu uma criação diferente e vêem de histórias distintas. Isso interfere até mesmo na maneira como você enxerga a criação musical. Eu particulamente, estudei durante 17 anos em um colégio Católico e venho de uma juventude muito mais polida que os meninos. Sempre cresci com a imagem de "bom menino" mesmo. Quem me conhece sabe. Mas isso de longe me torna uma pessoa fácil. Sou bem rabujento, sistemático, preguiçoso e quando discordo é uma dificuldade gigante para ser tolerante. Mas faço isso sem muito barulho. É minha maneira de ser.


Seguindo o divã: Musicalmente sou do pós grunge, não tenho um lado rebelde exarcebado como meus colegas de 30 e poucos! kkkk Enquanto os meninos viviam o grunge eu ainda era da fase Legião urbana e outras bandas existencialistas. Fui também um típico garoto do "Top 10" da MTV. Escutava de Silverchair até Michael Jackson. Ultra farofa.

Mas enfim, o interessante deste papo todo é mostrar que toda relação de grupo para funcionar precisa de um objetivo definido. Neste meio tempo, você tem de aprender a se impor para não se sentir sufocado, mas tem de ceder também. O tempo mostra que você erra e acerta inúmeras vezes e isso não te faz maior ou menor dentro do processo. Ser transparente é importante demais para o crescimento das coisas. É melhor que uma discussão aconteça e seja resolvida ali mesmo do que guarda-la pra te corroer. No Manolos Funk a gente segue aprendendo a fazer isso diariamente, mas tudo isso tem o objetivo de fazer a banda chegar onde a gente acredita. Somos filhotes ainda. Esta história é a de hoje. Veremos daqui há 20 anos! Nesta vida é tudo dinâmico e temos de ter consciência disso. Mas por projeção vejo um futuro bacana.

Ou seja, acho que não nos mataremos! kaakkakak

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